Introdução ao tantrismo e suas práticas de meditação

– PRÓXIMA DATA: 1º semestre de 2018 – 

com João Carlos B. Gonçalves

meditacaoNeste curso de introdução ao tantrismo, serão apresentados os princípios filosóficos do śivaísmo monista da Caxemira, segundo os quais, há uma identidade plena entre a consciência que experimenta o mundo, a experiência e o mundo experimentado. A compreensão da identidade desses 3 aspectos da Realidade leva ao entendimento de que a individualidade é uma manifestação da universalidade.

Entende-se também que o indivíduo continuamente experimenta em si a Consciência Universal, mesmo que não se dê conta disso. O estudo filosófico e atividade meditativa têm como objetivo permitir que o adepto perceba, experimente e se surpreenda com a essência universal em sua própria presença.

As práticas ensinadas por essa filosofia projeta a atenção dos adeptos nesses três aspectos da realidade e o leva a sentir a universalidade presente em seu próprio ser.

O curso é organizado para que os alunos possam aprender um repertório de técnicas que lhes permitirá praticar meditação independentemente da condução do professor, em seu cotidiano, bem como indicará um programa de estudo que os permita prosseguir com o aprendizado filosófico, caso se identifiquem com o śivaísmo.

Data: a definir.
Horário: sábado, das 9:00 às 17:00 (com 2h de intervalo); domingo, das 9:00 às 12:30 .
Valor: .

Sobre o Professor que ministrará o curso

Prof. João Carlos B. Gonçalves

Prof. João Carlos B. Gonçalves

Prof. João Carlos B. Gonçalves.

Professor de sânscrito, filosofias da Índia e práticas meditativas no IPS. Seu trabalho está voltado para a pesquisa e difusão do Shivaísmo da Caxemira. Doutor em Linguística pela FFLCH/USP.

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Nota sobre Tantrismo

Existem várias linhas de tantrismo na Índia, os textos mais antigos que chegaram até nós são de cerca de V d.C. O Śivaísmo da Caxemira é uma escola de pensamento tântrico cuja formação começa em torno de IX d.C. e se mantém sendo transmitida até os dias de hoje. A palavra tantrismo tem um caráter generalista, tal como a palavra cristianismo, por exemplo, que se refere ao caráter comum das várias tradições que se autodenominam cristãs. No caso do tantrismo, ocorre a mesma coisa: há variadas tradições específicas, com grupos de textos específicos, tradições específicas de gurus, rituais, práticas e códigos de conduta. Portanto, o estudo que pretende aprofundar o conhecimento do tantra, ou tantrismo, exige a escolha de uma tradição específica.

Nota sobre Śivaísmo da Caxemira

Na sua formação, o Śivaísmo da Caxemira herda conceitos e práticas provenientes de linhas tântricas mais antigas, a saber, Spanda, Pratyabhijñā, Kaula, Trika e Krama, embasando seus princípios na concepção de um monismo integral (paramādvaita) que fundamenta a existência de tudo o que existe. Segundo essa concepção, existe um único princípio de realidade do qual emana a multiplicidade do mundo, que é composto pela trídade de percipiente, percepção e perceptível. Esse princípio é chamado de Śiva. O poder desse princípio uno – de multiplicar-se, criar múltiplos objetos de percepção, percebê-los, perceber-se neles  e voltar-se para si mesmo – chama-se śakti.

O śivaísmo caxemire produziu um vasto repertório filosófico e metafísico, nas produções de seus adeptos. Especialmente entre os séculos IX e XIII d.C., há grandes obras e comentários a textos antigos sendo produzidas pelos seus adeptos, entre eles, Vasugupta (IX d.C.), Somānanda (IX d.C.), Kallaṭa (IX d.C.), Utpaladeva (IX-X d.C.), Abhinavagupta (X d.C.), Kṣemarāja (X d.C.) e Jayaratha (XIII d.C.).

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